Novo recorde para a tecnologia - 4 trilhões de bits por polegada quadrada


Cientistas japoneses conseguiram gravar dados numa densidade de 4 trilhões de bits por polegada quadrada, o que representa um novo recorde para o método de armazenamento de dados ferroeléctrico, ainda experimental.
O resultado é também cerca de oito vezes superior à densidade máxima conseguida pelos mais avançados discos rígidos magnéticos de computador existentes actualmente. O estudo, feito na Universidade Tohoku, será publicado no periódico Applied Physics Letters.
O dispositivo de gravação consiste num minúsculo braço que actua junto à superfície de um material ferroeléctrico, ou seja, com propriedade de permanecer eléctricamente polarizado mesmo na ausência de um campo eléctrico polarizador.
Para gravar dados, um pulso eléctrico é enviado até a ponta do braço, mudando a polarização eléctrica e a constante dieléctrica não linear num pequeno ponto circular no substracto abaixo. Para ler os dados, a mesma ponte da haste detecta variações na constante dieléctrica nas regiões alteradas.
“Esperamos que esse sistema de armazenamento de dados seja um candidato para substituir os discos rígidos magnéticos ou a memória flash, pelo menos em aplicações que demandam extrema densidade de dados e pequeno volume físico”, disse Yasuo Cho, um dos autores da pesquisa.
Em experimentos anteriores, o grupo na Universidade de Tohoku deparou-se com um problema: quando os dados gravados exigiam que diversas marcas consecutivas fossem feitas umas próximas às outras, as regiões polarizadas escritas expandiam o diâmetro normal e se sobrepunham ao ponto em que os bits não eram mais distinguidos.
Cho e Kenkou Tanaka desenvolveram um método para antecipar sequências de marcas consecutivas nos dados e reduzir a voltagem do pulso responsável pela gravação em cerca de 10%, o que resultou na produção de marcas mais claras e distintas.
Embora a memória ferroeléctrica (também chamada de “memória FeRam”) tenha a vantagem de usar apenas métodos eléctricos – nada magnético ou térmico –, segundo Cho, para chegar a produção comercial de dispositivos com a densidade conseguida pela pesquisa mais melhorias serão necessárias.
Entre os avanços necessários, os pesquisadores japoneses destacam o aumento na velocidade da gravação, a melhoria na precisão na leitura dos dados e o desenvolvimento de substratos ferroeléctricos de baixo custo.

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1 comentários:

L.O.L. 23 de agosto de 2010 às 22:22  

verdadeiramente espantoso

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